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sábado, 8 de dezembro de 2012

Grandes Personalidades da Antiguidade: AMÉRICO VESPÚCIO


Américo Vespúcio (em italiano Amerigo VespucciFlorença9 de março de 1454 — Sevilha22 de fevereiro de 1512) foi ummercadornavegadorgeógrafocosmógrafo italiano e explorador de oceanos que viajou pelo, então, Novo Mundo, escrevendo sobre estas terras a ocidente da Europa. Como representante de armadores florentinos, o mercador e navegador Vespúcio encarregou-se em Sevilha do aprovisionamento de navios para a segunda e a terceira viagens de Cristóvão Colombo.
Supõe-se que tenha participado de incursões pelo Atlântico desde 1497. Em meados de 1499 passou ao largo da costa norte daAmérica do Sul, acima do rio Orinoco, como integrante da expedição espanhola de Alonso de Ojeda, a caminho das Índias Ocidentais.

Biografia


Ao contrário do que pensam,não foi o terceiro filho de Nastagio Vespucci, foi o segundo. Um notário e acomodado comerciante florentino e de Lisa di Giovanni Mini. Seu tio foi o ilustrado frade dominicano Giorgio Antonio Vespucci, dono de uma das principais bibliotecas da cidade, que teve um importante papel na educação do jovem. Diz dele o historiador britânico Hugh Thomas em «Rivers of Gold», 2003, traduzido em espanhol como «El Imperio español - De Colón a Magallanes», Planeta. 2006, página 377/378:«Os Vespucci eram uma das famílias florentinas mais importantes, donas de grande extensão de terra fora da cidade, em Peretola, povoado hoje destruído pela construção de um aeroporto internacional. Fizeram fortuna no comércio da seda. Tinham palácio em Florença, muito bem situado, a noroeste, perto da Porta del Prato então chamada Porto della Cana, distrito de Santa Lucia di Ognissanti. Diversos membros da família haviam ostentado cargos importantes, por muitas gerações, em Florença. (...) O jovem Vespúcio estudou sob a direção de seu tio Jorge (Giorgio), que lhe falou de Ptolomeu e de Aristóteles, e provavelmente conheceu Toscanelli, o geógrafo florentino e comerciante que se correspondia com o rei de Portugal e com Cristóvão Colombo. Vários Vespucci já haviam estado ligados ao mar (...). O jovem Américo começou sua carreira em Paris, como secretário particular de um primo, Guidantonio Vespucio, que exercia como embaixador de Florença na capital francesa, e que depois se dirigiu a Roma e Milão com o mesmo emprego. Posteriormente Guidantonio foi nomeado magistrado ou confaloniero chefe de Florença. Mas Américo começou a trabalhar para o novo ramo da família Medici que na ocasião dirigiam o jovem Lorenzo di Pier Francesco dei Medici, e seu irmão Giovanni (João). Viajou por causa do trabalho a distintas partes da Itália e visitou diversas vezes a Espanha, até se estabelecer em Sevilha no outono de 1492, quando Colombo já tinha partido em sua primeira viagem. Seguia trabalhando para os Medicis. No ano seguinte colaborou com Juanotto Berardi, seu «amigo especial», que ajudava os Medici desde 1489. Segundo um dos biógrafos de Américo Vespúcio, sua ambição havia sido alentada pelo que Colombo tentara, e segundo ele não conseguira, isto é, chegar à Índia pelo oeste. Daí sua participação na expedição de Alonso de Ojeda entre 1499 e 1500, daí ter aceitado o encargo de seguir o litoral do continente sul-americano, por ordem do rei de Portugal, entre maio de1501 e o verão de 1502, quando percorreu o litoral brasileiro desde o que chamou Cabo de São Roque (onde esteve em 16 de agosto) e, além da Bahia e do Rio de Janeiro, até Cananéia (onde chegou em janeiro de 1502). Aquele seria, segundo ele, o ponto mais ocidental ao qual, em virtude do Tratado de Tordesilhas com a Espanha, poderiam aspirar os portugueses. E logo prosseguiu sua viagem rumo ao Rio da Prata.




No Brasil


Em 13 de Maio de 1501, a serviço do rei D. Manuel I de Portugal, partiu de Lisboa na expedição de Gaspar de Lemos constituída por três naus, cujo objetivo era investigar as potencialidades económicas e explorar a recém descoberta costa do Brasil. Em Agosto avistaram terra firme e continuaram a percorrer a costa sul até entrar a 1º de Janeirode 1502 na baía do Rio de Janeiro.
Outros historiadores dizem que em 1501 a armada era comandada por André Gonçalves, estando encarregada de explorar a costa brasileira. Saindo de Lisboa a 17 de agosto, alcançou o cabo de São Roque e provavelmente desceu o litoral até a Patagônia.

As falsificações e o nome "América"


Diz Hugh Thomas na obra acima citada, página 379: «Quando Vespúcio regressou do Brasil, declarou que o território frente ao qual havia navegado estendia-se demasiadamente para o sul para se tratar da Índia. De Lisboa escreveu a Pier Francesco dei Medici: ´Chegamos a uma nova terra que, por muitas razões que enumero a seguir, observamos tratar-se de um continente.´Estava seguro de ter descoberto um território completamente novo, não simplesmente um prolongamento para leste da Ásia. O que Colombo tinha descoberto era um continente que bloqueava o caminho para a Ásia pelo oeste, a menos que se descobrisse uma passagem que tornasse desnecessário rodeá-lo. A assombrosa observação se fez pela primeira vez em Lisboa, e a corte, os cartógrafos e os comerciantes da cidade, não tardaram em levá-la muito em conta. O excelente mapa portulano, que data de 1502, mostra o novo continente em duas partes não unidas.»
Vespúcio regressou a Sevilha. Seu amigo florentino, o empresário Bartolomeu Marchionni, escreveu que «tinha tido duro trabalho e recolhido escasso benefício». Posteriormente, se disse que Vespúcio escreveu então duas outras cartas: uma, intitulada Mundus Novus, dirigida a Lorenzo de Medicis, que foi publicada em janeiro de1504. Trata-se de um cúmulo de inexatidões e falsas afirmações, dirigida a alguém que ele sabia ter morrido há algum tempo. Em setembro de 1504 foi publicada outra falsificação, uma carta supostamente endereçada a Piero Soderini, novo confaloniero de Florença, logo publicada como Quatuor Americi Vesputti Navigationes - em que a primeira e a quarta viagens são falsas...
A carta está também, como a anterior, cheia de inexatidões, absurdos, erros gramaticais, embora tenha tido um destino extraordinário, presenteada em 1505 a René ou Renato IIduque de Lorena, o qual fez dela presente a um grupo de sábios conhecidos como Ginásio Vosgiano, em Saint-Dié, aldeia daquelas montanhas dos Vosges - entre os quais se contava Martin Waldseemüller. Este já tinha decidido publicar nova versão da Cosmografia de Ptolomeu: escreveu uma introdução, que intitulou Cosmographia Introductio, na qual inseriu as Navegationes de Vespúcio, traduzidas para o latim. Waldseemüller escreveu: «Na atualidade as partes da Terra, Europa, Ásia e África, já foram completamente exploradas, e outra parte foi descoberta por Amerigo Vespuccio, como se pode ver nos mapas adjuntos. E como a Europa e Ásia receberam nomes de mulher, não vejo razão pela qual não possamos chamar a esta parte Amerige, isto é, a terra de Amérigo, ou América, em honra do sábio que a descobriu.» E assim neste mapa o novo hemisfério situado do outro lado do mar Oceano foi chamado «América» por primeira vez.
A primeira viagem que teria realizado Vespúcio em 1497 jamais existiu , e Colombo descobriu efetivamente o continente sul-americano em sua terceira viagem, em 1498. Em outra edição da Cosmografia, de 1513, Waldseemüller concedia maior crédito a Colombo. Mas, apesar de tudo, o cartógrafo Mercator, em seu primeiro mapa mundi, o chamado «Orbis Imago» de 1538, deu também o nome de batismo de Américo ao continente setentrional, ou América do Norte. A fraude só se percebeu em 1879 e em1926 Alberto Magnaghi, catedrático de Milão, demonstrou em um estudo a evidência.

De novo o relato de sua vida


Em 1503 Vespúcio retornou ao Brasil, desta vez comandando um navio da frota de Gonçalo Coelho, armada por cristãos-novos associados a Fernão de Noronha. Perdendo-se do resto da armada, carregou o navio de pau-brasil ao sul da baía de Todos os Santos e desembarcou em Lisboa em 18 de junho de 1504. Afirmou então haver estado em um novo mundo, ao qual chamaria Novus Orbis porque os antigos o desconheciam. Disse também, segundo o historiador Hugh Thomas, que desejava retornar e chegar ao oriente pelo sul, aproveitando-se dos ventos austrais. Mas nunca o fez.
Em 1505, em Sevilha, naturalizou-se espanhol. De 1508 até a morte, foi o piloto-mor da Casa de Contratação das Índias. Integrava, com Juan de la CosaVicente Yáñez Pinzón e Juan Díaz de Solís, a comissão de conselheiros reais que se reuniu em Burgos em 1505 e decidiu fundar a Casa de Contratação, criando os cargos de piloto mor, geógrafo e cartógrafo. A nomeação de piloto-mor recaiu nele próprio que, como desejava o rei, deveria dividir seus conhecimentos com os pilotos espanhóis e convencê-los a usar métodos astronómicos para determinar a longitude quando no mar, em vez de estimativas vagas. Como tal, ninguém poderia pretender pilotar naves nem cobrar salário de piloto, nem patrão algum poderia aceitá-lo a bordo, até que fosse examinado por Vespúcio, que lhe expediria ou não um certificado de aprovação. O piloto-mor deveria portanto ser uma espécie de professor que dirigisse uma escola de capitães de barco em sua casa de Sevilha.
A popularidade trazida pelas narrativas de suas viagens converteu-o num dos autores mais vendidos à época. Como se viu acima, foi o cartógrafo Martin Waldseemüller quem primeiro nomeou o novo continente América, em sua homenagem.

Mundos Novos


Diz o autor de "Brasiliana da Biblioteca Nacional" em sua página 33: "É pela mão de Américo Vespúcio que as gentes brancas e nuas, bondosas e pacíficas, serão inicialmente apresentadas, pelos tipográficos europeus, aos curiosos de relatos fantásticos acontecidos nas Índias Ocidentais, mediante o primeiro texto impresso sobre o Brasil, "Mundus Novus", publicado em torno de 1503-1504, em que o autor nos relata, maravilhado:
E se no mundo existe algum paraíso terrestre, sem dúvida não deve estar muito longe destes lugares.
Morreu em 1512 e foi enterrado em hábito franciscano.

Retirado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%A9rico_Vesp%C3%BAcio

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Monstro do Lago Ness



monstro do lago Nessmonstro de Loch Ness, ou também conhecido simplesmente por Nessie, é um criptídeo aquático que alegadamente foi visto no Loch Ness (Lago Ness), nas Terras Altas da Escócia. A sua existência (ou não) continua a suscitar debate entre os cépticos e os crentes, e é um dos mistérios da criptozoologia. O monstro de Loch Ness é descrito como uma espécie de serpente ou réptil marinho, semelhante ao plesiossauro, um sauropterígeo pré-histórico. Mas no dia 29 de Maio de 2003, o governo da Escócia declarou que o monstro não existe e as ideias de que ele existe não passam de fruto da imaginação.

Registros visuais


Rumores acerca de uma criatura estranha em Loch Ness existem há pelo menos 1595 anos. O primeiro encontro testemunhado por escrito aparece na obra literária Vida de São Columbano(também conhecido como Saint Columba um missionário irlandes que viveu entre 521 e 597 que se mudou para Escócia. Columbano descreve como salvou um picto que nadava no Rio Ness das garras do monstro em 565 DC enquanto ele trazia um barco para o Santo e os seus seguidores atravessarem o rio e com o enorme poder da sua voz o monstro terá sido repelido pelo Santo. Em outro ponto da obra, o santo conta que matou um javali com o poder da sua voz, o que levanta questões sobre a credibilidade dos seus relatos, mas o javali pode ter morrido por outra causa enquanto ele gritava, ou simplesmente Columbano usou uma metáfora, como estar usando "Voz" como algo relativo ao povo e usado um exército de pessoas.
O primeiro relato de avistamento oficial do monstro do Lago Ness é de 1880 e foi debaixo de água, testemunhado por um mergulhador profissional chamado Duncan MacDonald. Foi-lhe pedido que fosse ao Fort Augustus perto do Caledonian Canal procurar o local aonde se tinha afundado um navio de carga para ser observado por ele. Ao descer as profundezas escuras do lago, onde se situava o tal navio afundado e chegou então ao naufrágio. Quando examinava a quilha para ver os estragos e a trabalhar debaixo dele, de repente viu que também havia uma enorme e estranha criatura que estava deitada numa rocha comprida de lado ali perto. O Duncan depois fez sinal agitado para ser recolhido de imediato de guincho e ao chegar ao seu barco de apoio com a equipa dele, acharam-no muito pálido e branco como giz e tirado da água a tremer, mas depois de calmo disse que enquanto analizava o navio a certa altura viu um animal parecido com um sere gigante marinho como um sapo enorme que assustou muito o Duncan e quis voltar logo á superficie. Nunca mais fez mergulhos no Lago Ness.
No século XX - o primeiro relato é de 1923 - e conta como Alfred Cruickshank avistou uma criatura com cerca de 3 metros de comprimento e dorso arqueado, mas o registo visual que iniciou a popularidade de Nessie data de 2 de Maio de 1933 e foi relatado pelo jornal local Inverness Courier numa reportagem cheia de sensacionalismo. Na peça conta-se que um casal viu um monstro aterrorizante a entrar e sair da água, como alguns golfinhosfazem. A notícia gerou sensação e um circo chegou mesmo a oferecer 20.000 libras pela captura da criatura. A esta oferta seguiu-se uma onda de registos visuais que resultaram em 19 de Abril de 1934 na mais famosa fotografia do monstro, tirada pelo cirurgião R.K. Wilson (daí o nome da fotografia, conhecida como Surgeon’s photo). A fotografia circulou pela imprensa mundial como prova absoluta da existência real do monstro.
Décadas depois, em 1994 Marmaduke Wetherell confessou ter falsificado a fotografia enquanto repórter free lancer do Daily Mail em busca de um furo jornalístico. Wetherell afirmou também que decidiu usar o nome do Dr. Wilson como autor para conferir mais credibildade ao embuste.
Em 25 de maio de 2007, Gordon Holmes, um técnico de laboratório de 55 anos de idade, filmou um vídeo que ele diz ser de uma "criatura preta, com cerca de 45 pés de comprimento, movendo-se rapidamente na água". O vídeo foi estudado por biólogos e sem dúvida trata-se realmente de uma filmagem de um animal não indentificado, no qual as características fisicas são mesmo parecidas com as de um plesiossauro, portanto, ainda assim não é considerado uma prova de sua existência. Diz-se que o vídeo está "entre as mais brilhantes aparições do monstro já feitas".[1]BBC da Escócia transmitiu o vídeo em 29 de maio de 2007.

Teorias


Quase todos os relatos de aparições do monstro descrevem-no à semelhança de um Plesiossauro, um animal parente dos dinossauros extinto desde o Mesozóico. Os plessiossauros eram répteis aquáticos de grandes dimensões, com um pescoço grande em relação à cabeça, que se deslocavam com a ajuda de enormes membros em forma de barbatana. A semelhança com um animal extinto levou alguns criptozoólogos a defender que o monstro de Loch Ness é um plessiossauro que, de alguma forma, sobreviveu à extinção da sua espécie no fim do Cretácico. Os cépticos argumentam com a impossibilidade de um único indivíduo sobreviver 63 milhões de anos e que esta hipótese implica a existência não de um monstro, mas de uma pequena comunidade. Baseado no tamanho do lago e na quantidade de alimento, George Zug, do Smithsonian, calculou que o número de criaturas como Nessie poderia variar de 10 a 20 animais se cada um pesarem cerca de 1500 e chegar até 150 animais de 150 quilos (O que provavelmente não é o caso já que descrevem criaturas enormes).
Cientistas dizem que um Plesiossauro nunca levantaria o pescoço acima d'agua, como o monstro supostamente faz. Além disso, o plesiossauro era adaptado ao calor, e não às temperaturas absurdamente baixas do Lago Ness. Baseando-se nisso, um grupo de cientistas criaram uma teoria que diz que o monstro é, um dinossauro parente do plesiossauro, que além de nunca ter sido documentado, possuía uma estrutura óssea diferente de seu suposto primo e o corpo adaptado a condições climáticas diferentes, que vivia no Oceano Ártico ou Atlântico. Assim, um grupo dessas criaturas entrou pelo Rio Ness (uma das únicas ligações do lago com o mar) e depois de certo tempo o rio ficou muito raso, e as criaturas não puderam sair, graças ao alimento farto de salmões, enguias e trutas as criaturas se adaptaram à vida no lago. [carece de fontes] Então, "Nessie" provavelmente seria da superordem Sauropterygia.
Outras explicações para os registos visuais sugerem que as testemunhas tenham confundido o monstro com os esturjões que abundam no lago e que, graças à sua estranha aparência, possam ter causado confusão. Há ainda quem relacione os registos visuais com libertação de gases da falha tectónica que modela o lago, que podem chegar à superfície sobre a forma de bolhas.
Em Julho de 2003, uma equipe da BBC realizou uma investigação exaustiva na zona, com o fim de determinar de vez a existência ou não do monstro. O lago foi percorrido de uma ponta à outra por mergulhadores e cerca de 600 sonares sem qualquer resultado. A BBC concluiu que o monstro não existe mas nem isto desalentou os defensores de Nessie.
Grande parte da dificuldade em encontrar ou provar a ausência da criatura é devida à peculiaridade geológica do próprio lago. Ele tem forma estreita, profunda e alongada, com cerca de 37 quilómetros de comprimento, 1,6 quilómetros de largura e uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelos glaciares (Brasil: geleira) da última era glacial. Além disso, a visibilidade na superfície costuma ser má, o que explica a má qualidade das fotos e a suspeita de que os registos visuais sejam apenas pareidolia. Na Escócia, a média dos últimos 30 anos é de apenas 48 dias de sol por ano.


Nessie na cultura popular


Real ou imaginário, o monstro de Loch Ness faz parte do imaginário popular e da cultura da Escócia e do resto do mundo ocidental. Nessie apareceu num episódio de Scooby-Doo e é um exemplo clássico de monstro. É ainda um dos motores da indústria de turismo da zona, atraindo ao Loch Ness inúmeros curiosos em busca da oportunidade de tirarem uma fotografia. No desenho Duelo Xiaolin o monstro do Lago Ness é prima de Dojo. E o Monstro do Lago Ness apareceu também em um episódio de Scooby Doo onde, por causa das olimpíadas escocesas, o monstro aparecia e aterrorizava a todos por causa do grande barulho das pessoas competindo, ele também aterrorizava um castelo que era da organizadora das olimpíadas. O monstro ainda foi parodiado no desenho Johnny Test como o "Monstro do lago Porkness". Nessie também foi parodiada no desenho Phineas e Ferb como o "Monstro do lago Naso". No desenho Kid vs. KatNessie é parodiada como o "Monstro do lago Coruja".
Em Arquivo X no Episodio O Monstro do Lago um monstro marinho apareceu sendo responsavel por várias mortes mesmo não sendo o Monstro do Lago Ness durante o episodio várias referências são feitas ao Monstro do Lago Ness. EarthBound na fase winters e Sem esquecer o filme Meu Monstro de Estimação, em Mega Man Star Force 2, há uma cidade chamada Loch Mess, onde segundo a lenda, vive uma criatura chamada Dossy (Messy), que na verdade é a forma de vida eletromagnética Brachio Wave (Plesio Surf).
Em Top Gear de Super Nintendo, na pista "Loch Ness", um suposto Nessie aparece ao fundo do cenário num lago. Também é possível ver placas na beira da pista com a frase "Beware the Monster!" (Cuidado com o Monstro!).
Carl Barks retratou Nessie na história O Mistério do LagoObras Completas de Carl Barks 33. Nesta história, o protagonista Donald decide fotografar o monstro no interior do lago Less (paródia para o lago Ness), mas é engolido pelo bicho. Em Tomb Raider The lost Artifact aparece o monstro, no qual Lara Croft precisa lutar.
No jogo da Nintendo Super Mario 64 , para o console Nintendo 64, uma criatura semelhante a Nessie aparece em uma das fases, porém é inofensiva.




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

GRANDES PERSONAGENS DA HISTÓRIA - WILLIAM WALLACE




Sir William Wallace (1272 ou 1273 – 23 de agosto de 1305) foi um guerreiro escocês que liderou seus compatriotas na resistência à dominaçãoinglesa imposta pelo reinado de Eduardo I.
Recentes biógrafos situam o seu nascimento em Ellerslie, Ayrshire, ainda que a tradição oral o situe em Elderslie, Renfrewshire. Venceu o exército de Eduardo I de Inglaterra na batalha conhecida como "Batalha da ponte de Stirling" ou "Stirling Bridge". Pouco depois de sua terrível execução, a independência da Escócia pôde ser restabelecida por Robert the Bruce. Sua participação foi decisiva na Guerra da Independência Escocesa, quando a monarquia, em decorrência dos conflitos incessantes entre os clãs, viu as tropas de Eduardo I avançarem para a total subjugação do reino. Wallace venceu os ingleses em várias batalhas, culminado com o nascimento do Estado escocês.
Tornou-se muito conhecido após ser biografado no filme Braveheart (Coração Valente no Brasil ou O Desafio do Guerreiro em Portugal), dirigido e estrelado por Mel Gibson. William Wallace é, certamente, um herói para os escoceses.

Origem

Nasceu em Elderlie, na paróquia de Paisley. Seu pai era servo do alto administrador da Escócia, James Stewart, e é possível que Wallace tenha recebido educação na abadia de Paisley, pois admite-se que teria o dominío dos idiomas latim e francês. Possuía tios sacerdotes que talvez o tenham educado.
Casou-se com Marian (ou Murron) Braidfoot, por volta de 1297, na igreja de S. Kentingern, em Lanark. Mais tarde, em maio de 1297, ela foi assassinada a mando do xerife inglês de Lanark, William de Hazelrig. Acredita-se que ele já havia se revoltado contra os ingleses antes do assassinato de Marian, que teria ocorrido em represália a essas atividades rebeldes.

A revolta escocesa

Ao mesmo tempo em que Wallace estava atacando Hazelrig, Andrew de Moray estava liderando um ataque contra os ingleses nas Highlands. Houve, também, outras rebeliões por todo o país naquela ocasião. A inquietação existia devido à imposição de regras estritas aos escoceses. Após John Balliol, que esteve no trono da Escócia por um breve período, ter renunciado ao reinado, Eduardo I assumiu o controle do trono da Escócia, pois ela não tinha rei, e ele queria ter certeza de que os escoceses não se libertariam de suas mãos.
Sob tal opressão, não foi surpresa que os escoceses reagissem. Muitos deles, por serem pobres, usando como armas os implementos agrícolas. O imenso ato de rebelião de Wallace atraiu a atenção das pessoas comuns e também dos nobres escoceses tais como James Stewart, Sir James Douglas e Robert the Bruce. Estes, não querendo se submeter aos grilhões de Eduardo I, se aliaram a Wallace, e sob a tutela do bispo de Glasgow, Robert Wishart, prepararam-se para se libertar da opressão dos ingleses.
Wallace e Moray ficaram chocados quando os nobres, que eram seus aliados, se renderam aos ingleses em 9 de julho de 1297 em Irvine. Em resposta, os dois homens assumiram o controle das forças rebeldes, que haviam se espalhado pelo país. Em agosto, haviam consolidado os rebeldes em um só exército em Stirling.
Em 11 de setembro de 1297, as forças inglesas foram reunidas ao redor do Castelo de Stirling. Ao passo que os escoceses estavam no lado oposto do rio Forth, tudo que os separava dos ingleses era uma ponte. Estes, por serem mal comandados pelos seus líderes, caíram em uma armadilha ao cruzarem esta ponte e foram massacrados pelos escoceses. Foi uma vitória incrível e ao mesmo tempo infeliz, pois Moray foi mortalmente ferido durante a batalha e morreu pouco tempo depois.
Wallace assumiu o controle dos rebeldes, mesmo com a perda de um companheiro insubstituível. Liderou seus homens em um ataque mortal ao condado de Durham, Inglaterra, em outubro. Em novembro, ele e seus homens retornaram para a Escócia, para esperar o inverno rigoroso. Durante esse tempo, ele reconsolidou suas forças.
Eduardo I e seus homens finalmente se dirigiram para a Escócia, em julho de 1298, mas uma das táticas de Wallace era remover todos os animais e pessoas do caminho que os ingleses tomariam através da Escócia para encontrá-lo. Isso garantiria que os ingleses não encontrariam provisões nem informações ao viajarem para o norte. Uma outra tática de Wallace era treinar seus homens para usar shiltrons (grupos de homens armados com lanças virados para todas as direções), formando uma defesa como a de um porco-espinho ou ouriço. Porém, o exército inglês era muito maior do que o escocês e, a despeito dos melhores esforços de Wallace, os ingleses dizimaram os escoceses em Falkirk. O próprio Wallace mal escapou do campo com vida. Alguns historiadores acreditam que Robert the Bruce esteve envolvido no resgate de Wallace do campo de batalha, como foi mostrado no filme, mas outros colocam Bruce em Ayrshire, onde ele atacou o Castelo de Ayr, que estava sob ocupação inglesa. De qualquer forma, historicamente, em ambos os casos, Robert não estava ao lado do rei, como mostra o filme.
Depois da horrível perda escocesa em Falkirk, Wallace renunciou como guardião, embora não se saiba se ele o fez de vontade própria ou não. Robert the Bruce e seu primo, John Comyn, o vermelho, foram indicados para substituí-lo naquela posição. Muito pouco se sabe sobre as atividades de Wallace depois da renúncia até a sua captura e execução, em 1304. Wallace provavelmente liderou diversos ataques ao norte da Inglaterra e há a possibilidade de Wallace ter ido para o continente para procurar ajuda de escandinavos, franceses e até do Papa. Uma carta de Filipe IV foi enviada para Roma, com o pedido de que Wallace recebesse toda a ajuda possível. Com base na data da carta, provavelmente Wallace estava em Roma em 1300. Os ataques à Inglaterra continuaram em 1303, a maioria deles executados no estilo de Wallace, embora não saibamos se ele era realmente um membro desses grupos atacantes, seu mentor ou apenas os inspirou. No entanto, essas incursões adicionais à Inglaterra serviram somente para enraivecer ainda mais Eduardo I, de maneira que ele concentrou seus esforços em encontrar Wallace.

A ascensão

Em março de 1298, Wallace foi feito cavaleiro, possivelmente pelo próprio Robert the Bruce, em Tor Wood, e foi designado como "Guardião da Escócia". O facto de um homem do seu meio ser designado para uma posição tão potencialmente poderosa indicou o quanto ele era reverenciado pelos nobres, pelo seu papel de tentar libertar a Escócia, e o quanto a liberdade era desejada pelos nobres escoceses. Não existem provas de que Wallace tenha feito mau uso do poder que lhe havia sido dado pelos nobres. Em vez disso, ele utilizou esse poder com o melhor de suas habilidades para reunir os cidadãos e os nobres em seu redor, na luta contra os ingleses. Wallace permaneceu firme e não desistiu do seu objetivo da liberdade para a Escócia. Com a ajuda dos muitos escoceses que o viam como um herói, Wallace conseguiu iludir Eduardo I por algum tempo. Entretanto, Eduardo submeteu os nobres escoceses sua vontade, com tanta força que os dias de Wallace estavam contados.

A queda

Pouco se sabe a respeito da verdadeira captura de Wallace, além do fato de que ela foi realizada pelo escocês John Mentieth (ou, como dizem algumas fontes, por um servo de Mentieth). Assim, no dia 3 de agosto de 1304, crê-se que sir John Mentieth capturou William Wallace em algum lugar perto de Glasgow. Mentieth havia estado do lado da liberdade dos escoceses algum tempo antes, mas sucumbiu a Eduardo I. Como recompensa, foi feito xerife de Dumbarton. Em relação ao filme Braveheart (Coração valente  ou Braveheart - O desafio do guerreiro), embora não haja indicação de que Wallace estava a caminho para encontrar Robert the Bruce quando foi traído, o filme foi preciso ao retratar a traição por um de seus próprios conterrâneos. Wallace foi levado para Londres imediatamente e chegou lá em 22 de agosto. Na manhã seguinte, foi levado pelas ruas de Fenchurch, onde as multidões zombavam dele e lhe atiravam comida e pães podres, haja vista que os ingleses haviam sido levados a acreditar que Wallace era um impiedoso fora-da-lei, que havia matado ingleses inocentes, e que deveria ser punido.
No Westminster Hall, Wallace ficou diante do tribunal designado pelo rei Eduardo I, que o obrigou a ficar em uma plataforma e usar o que alguns acreditavam ser uma coroa de espinhos. Além de traição, Wallace foi acusado do assassinato do xerife de Lanark, Hazelrig, oito anos antes. As acusações eram lidas e a sentença pronunciada, como era costume, uma vez que os marginais, estando fora da lei, não tinham direitos. Wallace não teve oportunidade de falar em sua própria defesa e a sentença foi executada imediatamente: Wallace foi amarrado com couro e arrastado por diversos quilômetros, até Smithfield.

A execução

Primeiro Wallace foi enforcado até ficar quase inconsciente, e então, amarrado a uma mesa, estripado, e suas entranhas, queimadas, ainda presas a ele. Provavelmente foi também castrado e, então finalmente, foi libertado do seu sofrimento inimaginável, pela decapitação. Seu corpo foi esquartejado, e os pedaços, enviados para Newcastle upon TyneBerwickPerth e Stirling. Sua cabeça foi colocada em um pique na Ponte de Londres, de modo que todos a vissem, como advertência para outros possíveis "traidores".

O mito

As crenças de William Wallace são claras no que alguns dizem ser seu verso favorito, originalmente em latim: "Liberdade é a melhor de todas as coisas a ser conquistada, a verdade, lhe digo então: nunca viva com os grilhões da escravidão, meu filho". Mais tarde reabilitado e adorado por seu povo, hoje podem-se ver vários monumentos escoceses a seu herói: um no Castelo de Edimburgo ao lado da entrada (Robert the Bruce ocupa o outro lado), outro em Lanark, em um nicho acima da porta da atual igreja da paróquia, de frente para a High Street, e o mais famoso, emStirling, no "National Wallace Monument". Wallace, embora morto há sete séculos, ainda vive na história e na imaginação da Escócia.

Curiosidade

  • Wallace aparece em uma campanha do jogo Age of Empires II, no jogo Medieval 2: Total War, no jogo de cartas Anachronism.
  • O filme Coração Valente, vencedor de cinco Óscars no ano de 1996, incluindo melhor filme e vários prêmios internacionais. Porém, a produção é repleta de faltas e anacronismos como, por exemplo, a relação entre Wallace e a princesa Isabel. Isso não poderia ter acontecido, já que ela só passou a viver na Inglaterra três anos depois da morte de Wallace. O rei Eduardo I, morreu três anos após Wallace, numa batalha e não da forma retratada no filme.
  • Wallace falava várias línguas e era um homem culto, o que também foi bem retratado no filme. Por essa razão, alguns historiadores consideram que ele (e sua esposa, Marian) deveria fazer parte da aristocracia local, e não seria o homem simples mostrado no filme.

Monumento A William Wallace, um dos mitos da Escócia.